A informação como instrumento de garantia à autonomia da parturiente e de prevenção à violência obstétrica Ana Beatriz Gomiero dos Santos, Renato Braz Mehanna Kamis

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Resumo

 Entende-se por violência obstétrica o conjunto de atos desrespeitosos, abusivos, maus-tratos e condutas negligentes contra a mulher e o bebê, antes, durante ou depois do parto, por profissionais dos serviços saúde. Tais práticas surgem do paternalismo médico e da retirada da parturiente da posição de protagonismo no âmbito de seu próprio parto, vista como incapaz e frágil, privada de informações quanto ao processo fisiológico. O presente artigo busca analisar a normatização do direito do paciente à informação e do dever do médico de fornecê-la. Após, busca-se analisar o papel da informação como garantidora da autonomia da mulher no contexto obstétrico e como forma de prevenção às práticas de violência obstétrica.

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