Aspectos conceituais e teóricos sobre a integração da multifuncionalidade portuária no trabalho: um estudo com os trabalhadores portuários temporários do Porto de Santos Vladimir Lamas, Grimaldo Prazeres, David Silva, Maria Cristina Pereira Matos
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Resumo
Este trabalho aborda os aspectos teóricos e conceituais da inserção da formação de competências multifuncionais dos trabalhadores portuários temporários no Porto de Santos, que hoje vem sendo estudada tanto no meio acadêmico quanto empresarial, pois a formação de competências multifuncionais tornou-se uma necessidade a partir dos impactos causados pelo processo de modernização dos portos. Entende-se como trabalhadores portuários temporários pessoas multifuncionais em si, adquirindo um conjunto de conhecimentos, habilidades e experiências para desenvolver qualquer atividade laboral no porto. Para fundamentar este estudo buscou-se temas como: multifuncionalidade, sendo um dos marcos na história do desenvolvimento do trabalhador portuário, características de um trabalhador portuário temporário, essencial conhecer o perfil dos trabalhadores que movimentam o porto, outro tema também foi a formação de competências, que permeia, nos dias atuais, o fortalecimento de uma nova cultura, de agregar valor ao porto por meio das pessoas, uma vez que passou a ser reconhecida como um diferencial competitivo para o mundo empresarial. O objetivo da pesquisa foi analisar e conceituar os aspectos teóricos da inserção da multifuncionalidade no perfil dos trabalhadores portuários temporários no Porto de Santos. Como procedimento metodológico, o trabalho empregou um estudo exploratório, utilizando o método da literatura fornecendo evidências que fundamentam teoricamente sobre a capacitação de competências; a multifuncionalidade, o porto de Santos e as características dos trabalhadores portuários temporários. O lócus da pesquisa foi o porto de Santos/SP, que é o maior porto do Brasil e possui o maior contingente de trabalhadores temporários quanto ao sistema portuário nacional. Os resultados apresentados permitiram inferir que embora existam diferenças entre operadores portuários e trabalhadores, quanto à complexidade do tema, eles compartilham percepções semelhantes sobre a questão.