Técnicas De Bem-Estar Animal Da Americana Temple Grandin – Como As Pessoas Autistas Podem Colaborar Na Saúde Ambiental Tatiana Viola de Queiroz, Maria Fernanda Toffoli Castilho, Erica Andrade Soares
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Resumo
O estudo explora as técnicas de bem-estar animal desenvolvidas pela americana Temple Grandin, pessoa autista, zootecnista, psicóloga, Ph.D. em ciência animal pela Universidade de Illinois e como pessoas autistas podem colaborar na implementação dessas técnicas para promover a saúde ambiental e melhorar a qualidade de vida dos animais. Por conta do autismo, Temple pode identificar detalhes que passavam despercebidos pela maior parte das pessoas e com suas técnicas desenvolveu o manejo racional que pode ser medido com métodos que englobam base científica, emoções e comportamento natural do animal para que ele atinja os melhores índices de qualidade de vida. O presente artigo apresentará uma revisão da literatura sobre as técnicas desenvolvidas por Temple e as vantagens de sua utilização na indústria de produção animal. Serão ainda apresentados estudos sobre as habilidades únicas das pessoas autistas, especialmente no que diz respeito ao processamento sensorial e como essas habilidades podem ser aplicadas na implementação das técnicas de bem-estar animal. No entanto, a adoção desses conceitos e técnicas para o bem estar animal é possível na agropecuária no Brasil? Em quais aspectos o transtorno do espectro autista de Temple Grandin influenciou sua abordagem para melhorar as condições de bem-estar animal? Como a compreensão única de Temple Grandin sobre as sensibilidades sensoriais dos animais influenciou o desenvolvimento de novas técnicas de manejo animal? De que forma as ideias de Temple Grandin estão mudando a percepção das pessoas sobre a relação entre humanos e animais na produção de alimentos?