Medicamentos off-label e direito à saúde desafios regulatórios, implicações jurídicas e comparação entre Brasil, Estados Unidos e União Europeia

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Tatiana Barone Sussa
Renato Braz Mehanna Khamis

Resumo

O uso de medicamentos off-label, definido como a prescrição de medicamentos para finalidades não previstas na bula aprovada por órgãos reguladores, é uma prática crescente na medicina contemporânea. Esse fenômeno está relacionado à falta de alternativas terapêuticas ou à existência de evidências científicas favoráveis, mas levanta preocupações quanto à segurança e à eficácia. Problema: O problema central está na judicialização da saúde, onde pacientes buscam o acesso a medicamentos off-label por via judicial, sobrecarregando o sistema de saúde e criando precedentes jurídicos complexos. Objetivo: O objetivo deste estudo é analisar a regulamentação, os desafios e as implicações jurídicas do uso de medicamentos off-label no Brasil, com uma análise comparativa entre o Brasil, Estados Unidos e União Europeia. Método: A metodologia aplicada inclui uma revisão bibliográfica e análise documental de legislações, jurisprudências e estudos científicos sobre o tema. Resultados: Os resultados indicam que a falta de regulamentação clara no Brasil contribui para práticas inconsistentes e inseguras, além de intensificar a judicialização. Em contraste, os Estados Unidos e a União Europeia adotam abordagens distintas, mas igualmente rigorosas, para a regulamentação do uso off-label. Conclusão: Conclui-se que uma regulamentação mais robusta e a definição de critérios rigorosos para a prescrição off-label podem reduzir os riscos e mitigar os impactos negativos da judicialização no Brasil, promovendo maior segurança para pacientes e profissionais da saúde. As diferenças entre as regulamentações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Brasil, a United State Food na Drug Administration nos Estados Unidos e a Agência Europeia de Medicamentos evidenciam a necessidade de um debate contínuo sobre o papel das agências reguladoras, a autonomia profissional dos médicos e a proteção dos pacientes, especialmente diante da crescente judicialização da saúde. 

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Artigos

Biografia do Autor

Tatiana Barone Sussa, Universidade Santa Cecília

Graduada em Direito pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas. Mestranda em Direito da Saúde no PPG da Universidade Santa Cecília, Santos/SP. Advogada supervisora jurídica no Queiroz Advogados. 

Renato Braz Mehanna Khamis, Universidade Santa Cecília

Graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Mestre em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Doutor em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professor do Curso de Especialização em Direito Constitucional da PUC-SP (2008/atual). Professor do Curso de Especialização em Direito Constitucional da Escola Superior da Advocacia do Mato Grosso do Sul - ESA/MS (2008/2009). Professor Convidado do Curso de Especialização em Direitos Humanos da UNITINS (2009). Professor do Curso de Graduação em Direito da Universidade Católica de Santos (2012/2016). Professor do Curso de Graduação em Direito da Universidade Santa Cecília (2012/atual). Professor do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu, Mestrado em Direito à Saúde, da Universidade Santa Cecília (2016/atual). Visiting Professor na Nicolaus Copernicus University, Polônia (2017). 

Como Citar

SUSSA, Tatiana Barone; KHAMIS, Renato Braz Mehanna. Medicamentos off-label e direito à saúde: desafios regulatórios, implicações jurídicas e comparação entre Brasil, Estados Unidos e União Europeia. Unisanta Law and Social Science, Santos, v. 13, n. 2, p. 138–151, 2024. DOI: 10.5281/zenodo.14262489. Disponível em: https://periodicosunisanta.ojsbr.com/LSS/article/view/2496. Acesso em: 17 mar. 2026.