A Crise do Estado de Bem-Estar Social Impactos na Seguridade e Saúde Pública no Brasil

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Rosa Maria Ferreiro Pinto
Klauss Carvalho De Malta

Resumo

Contextualização: Este artigo aborda a crise do Estado do Bem-estar no Brasil a partir da perspectiva dos impactos das políticas de austeridade sobre a seguridade e o direito à saúde. Para tanto, abordou-se o funcionamento e os desafios enfrentados ao longo das últimas décadas pelo SUS, a questão da desigualdade social e as diferentes formas de comunicação no que tange à transparência e à participação cidadã. Por fim, concluiu-se que a saída passa pelo fortalecimento do SUS por meio de parceria entre o setor público e as organizações da sociedade civil e um processo de diálogo, eficiente e transparente, que contribua com a inclusão social. Problema: A crise do welfare state brasileiro se revela com a deterioração do estado de proteção social, agravada por políticas econômicas de austeridade e corte de gastos públicos, comprometendo a capacidade do estado de prover serviços básicos da população e, consequentemente, aumentando a desigualdade e a vulnerabilidade dessa mesma população. O SUS, por si, concebido para garantir o acesso aberto e gratuito à saúde, sofre com o subfinanciamento e a má gestão na sua esfera, irradiando efeitos negativos. A precarização do trabalho e as reformas na seguridade social atingem a desproteção social, impedindo a atenuação das desigualdades socioeconômicas. A falta de comunicações claras e eficazes entre o estado e a sociedade civil piora o quadro desses problemas ao frustrar os financiamentos, propiciar alianças patrimonialistas e pulverizar os recursos públicos e as políticas implementadas. Objetivos: Este trabalho investiga a crise do Estado de bem-estar social no Brasil, examinando as consequências das políticas de austeridade para a seguridade e a saúde pública. O objetivo é descrever os desafios enfrentados pelo SUS e pela seguridade social, incluindo o financiamento insuficiente e a participação, e descrever a comunicação e a participação social na formulação de políticas públicas. A finalidade do trabalho também é identificar maneiras de fortalecer o SUS e a seguridade social, bem como promover a inclusão social. Métodos: Para este estudo, foi adotada a abordagem qualitativa, com base em revisão bibliográfica e análise documental. Dessa forma, para argumentação dos tópicos relevantes ao desenvolvimento humano com informações e dados reais, foram utilizadas fontes acadêmicas e governamentais. De tal modo, a análise considera informações críticas dos textos e dados estatísticos a respeito do SUS e da seguridade social e apresentam seus desafios e soluções. A triangulação desses dados de diferentes fontes é fundamental para se garantir validade e confiabilidade dos resultados. Resultados: A análise aponta que as medidas de austeridade fiscal, corte de gastos sociais retiraram força e aumentaram as desigualdades socioeconômicas. Subfinanciamento e má gestão são desafios cruciais para o funcionamento efetivo do SUS. Precarização do trabalho, reformas da previdência e da assistência social aumentaram a extensão da desproteção social. A integralidade e a importância da comunicação e participação social são identificadas como cruciais para o desenvolvimento, implementação de políticas públicas exitosas e saudáveis. Conclusões: A crise do Estado de bem-estar social brasileiro aumenta com as políticas de austeridade, trazendo maior desigualdade e vulnerabilidade a médio prazo. Para fortalecer o SUS e consolidar a seguridade social, são necessários investimentos financeiros, gestão eficiente e parcerias duradouras intersetoriais e público-privada. A chave para um sistema de saúde universal e equitativo é a transparência e a participação social.

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Artigos

Biografia do Autor

Rosa Maria Ferreiro Pinto, Universidade Santa Cecília

Graduada em Serviço Social (Universidade Católica de Santos), Mestre e Doutora em Serviço Social (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Professora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito da Saúde: dimensões individuais e coletivas da Universidade Santa Cecília. Líder do Grupo de Pesquisa Políticas Públicas e Direito à Saúde - GPPDS. Professora do Curso de Psicologia da Universidade Santa Cecília, participante do Núcleo de Estudos e Pesquisas Psicossociais do Curso de Psicologia da UNISANTA.

Klauss Carvalho De Malta, Universidade Santa Cecília

Mestrando em Direito da Saúde pela UNISANTA. Membro do Grupo de pesquisa "Direitos humanos, desenvolvimento sustentável e tutela jurídica da saúde. Especialista em Direito Tributário pela PUCRS (2023) e bacharel em Direito pela UNA (2012).

Como Citar

PINTO, Rosa Maria Ferreiro; MALTA, Klauss Carvalho De. A Crise do Estado de Bem-Estar Social: Impactos na Seguridade e Saúde Pública no Brasil. Unisanta Law and Social Science, Santos, v. 13, n. 2, p. 399–409, 2024. DOI: 10.5281/zenodo.14510842. Disponível em: https://periodicosunisanta.ojsbr.com/LSS/article/view/2515. Acesso em: 17 mar. 2026.