A importância dos fatores sociais na avaliação da concessão de benefícios previdenciários para garantia dos direitos sociais

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Monique dos Santos Nóbrega
Rosa Maria Ferreiro Pinto

Resumo

Contextualização: O ser humano é um ser social, por essência. Em estudos da ciência humana, a sociedade tem papel de destaque em como esta pode afetar o homem e também o inverso. O debate é de tamanha profundidade, que também atinge a medicina. Alguns estudos propõem que doenças crônicas graves complexas, embora tenham a etiologia na genética, o comportamento social pode contribuir para seu agravamento ou até mesmo manifestação, tornando alguns desses indivíduos incapacitados permanentemente ou, capazes, contudo, com relevante impedimento.  Problema: A complexidade desta interação entre medicina, sociedade e conceitos jurídicos, aqui afunilados apenas nas concessões de benefícios previdenciários - aposentadorias ou auxílio de incapacidade - devido à grandiosidade do tema e, longe disso, limitado, pode ferir direitos fundamentais, inclusive estes pilares da seguridade social. Objetivos: Analisar os conceitos de seguridade social, em foco do item social e a avaliação biopsicossocial; o comportamento do homem sob a ótica da psicologia e como a sociedade pode ajudá-lo e também prejudicá-lo se não bem efetuados as influências, as evidências científicas da medicina quanto à importância do meio na etiologia das doenças crônicas complexas psiquiátricas. Métodos: foi utilizado o método de investigação por meio de pesquisas e revisão literária sobre os temas de sociologia e etiologia das doenças crônicas graves, além de casos judiciais em relação à concessão de benefício previdenciário adequado. Resultados: Foram encontrados artigos acadêmicos a respeito da influência do meio que vive o indivíduo diagnosticado com alguma das doenças crônicas graves psiquiátricas, sendo o fator de genética não mais o primordial, sendo de grande relevância para o tratamento dos indivíduos, na parte de sua saúde, e de proteção social quanto aos benefícios previdenciários adequados a cada caso, visto que nem toda doença causa incapacidade, porém, gera um impedimento que necessita de amparo estatal. Conclusões: conforme o método adotado, foi possível perceber uma lacuna entre os entendimentos de medicina e jurídicos, que impactam a efetividade dos direitos fundamentais - saúde e direito social - daqueles que necessitam da jurisdição estatal para sua sobrevivência, em destaque destas doenças. A avaliação biopsicossocial, desde que aplicada conforme os ditames e objetivo de sua criação, pode ser uma solução a este atrito conceitual de áreas que deveriam ser complementares. 

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Seção

Artigos

Biografia do Autor

Monique dos Santos Nóbrega, Universidade Santa Cecília

Advogada, Pós-graduada em Direito Previdenciário, Direito Imobiliário e Negocial e em Educação Especial com ênfase em deficiência intelectual. Graduanda em Psicologia, mestranda em Direito da Saúde. 

Rosa Maria Ferreiro Pinto, Universidade Santa Cecília

Assistente Social, formada pela Universidade Católica de Santos, Mestre e Doutora em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP. É professora do Curso de Psicologia e do Mestrado em Direito da Saúde da Universidade Santa Cecília. Coordena o grupo de pesquisa Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Públicas e Direito à Saúde – GPPDS do Mestrado em Direito da Saúde/UNISANTA e participa do NEPP – Núcleo de Estudos e Pesquisas Psicossociais do curso de Psicologia da UNISANTA

Como Citar

NÓBREGA, Monique dos Santos; PINTO, Rosa Maria Ferreiro. A importância dos fatores sociais na avaliação da concessão de benefícios previdenciários para garantia dos direitos sociais. Unisanta Law and Social Science, Santos, v. 13, n. 2, p. 428–441, 2024. DOI: 10.5281/zenodo.14536715. Disponível em: https://periodicosunisanta.ojsbr.com/LSS/article/view/2518. Acesso em: 17 mar. 2026.

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