Saúde mental, cansaço, família e casamento no biênio Covid o caso de uma corte trabalhista no Brasil
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Resumo
Contexto: A sociedade em transformação apresenta desafios para a compreensão dos encargos de família e sua relação com o trabalho, especialmente com as mudanças demográficas e de estilo de vida. Objetivo: Este estudo objetiva avaliar empiricamente o não impacto do casamento na variável cansaço – expressão da saúde mental, no contexto da Convenção 156 da Organização Internancional do Trabalho (OIT), dados do Painel de Monitoramento de Saúde Mental do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tendo por delimitação o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, localizado em Minas Gerais, Brasil. Método: A metodologia envolve o cotejamento entre o marco legal, normas convencionais e evidências empíricas de ocupantes da magistratura nos anos de 2020 e 2021. Resultados: Evidências obtidas pelo estudo revelam que magistrados e magistradas casados reportam, em menor proporção, níveis elevados de cansaço comparados aos solteiros. Além disso, observa-se que os magistrados e magistradas solteiros frequentemente assumem encargos não relacionados à família tradicional, como o cuidado de idosos. Conclusão: Conclui-se, a partir do estudo, que não é possível defender que a estrutura familiar, especificamente o casamento, tenha impacto nulo ou neutro quanto à experiência de cansaço e saúde mental. As evidências do presente estudo sugerem que o casamento reduz o reporte de cansaço, sugerindo um efeito benéfico, entretanto, há limitações quanto à extrapolação das conclusões do caso investigado, sendo desejáveis estudos futuros na temática para outras organizações.
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