Direitos humanos, bioética e espiritualidade na atenção integral à saúde do paciente
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Resumo
Contextualização: no início da História da Humanidade havia nítida interconexão entre a ciência e a religião. Contudo, acontecimentos na sociedade ocidental moderna criaram uma cisão entre ambos e a segmentação no cuidado ao paciente. Problema: estudos demonstram que a falta de atenção às necessidades espirituais do paciente leva a uma insatisfação com o atendimento recebido. Também comprovam que o suporte às suas crenças está correlacionado com melhores desfechos de saúde. Objetivo: compreender a correlação e os benefícios da integração da espiritualidade no cuidado do paciente, avaliar se há respaldo nos Direitos Humanos e na Bioética que assegure sua prática, além do treinamento de profissionais. Método: pesquisa exploratória a partir da análise de publicações sobre o tema disponíveis na literatura científica de qualidade. Resultado: Observou-se que em ambientes onde a espiritualidade é um aspecto relevante existe melhor qualidade de vida, melhor saúde e maior longevidade. A espiritualidade tem valor reconhecido pela OMS para a qualidade de vida do indivíduo e respaldo nos Direitos Humanos e Bioética para sua atenção. Assim, já existem no Brasil, leis e políticas de saúde para sua implementação e prática. Conclusões: Numa sociedade onde os Direitos Humanos e a Bioética prevalecem, é fundamental assegurar a autonomia e os anseios do indivíduo, tornando inconcebível ofertar ao paciente uma assistência que se baseie apenas em seus aspectos biológicos. Contudo, apesar das leis e políticas de saúde existentes, a dimensão espiritual ainda é negligenciada no cuidado à saúde dos pacientes. Não só devido ao preconceito e a desinformação, mas também a necessidade de novos estudos que demonstrem a eficácia da espiritualidade como fator preditor de riscos à saúde do indivíduo. Entretanto, os achados do presente artigo demonstram que existem benefícios suficientes amparando a importância da espiritualidade do paciente e a capacitação do profissional de saúde para essa prática.
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