Mudanças climáticas e justiça ambiental: o direito à saúde nas zonas portuárias

Conteúdo do artigo principal

Andressa Felix Lisboa
Giovano Eloi de Melo
Danilo de Oliveira

Resumo

As regiões portuárias brasileiras evidenciam um cenário de profundas desigualdades socioambientais refletidas na exposição desproporcional de comunidades vulneráveis à poluição atmosférica e hídrica gerada pelas atividades industriais. A partir de estudos de caso em portos como Santos, Rio de Janeiro, Itaguaí e Paranaguá, observam-se impactos significativos na saúde pública, incluindo o aumento de doenças respiratórias, cardiovasculares e crônicas, principalmente entre crianças, idosos e populações economicamente desfavorecidas. O problema central examinado neste estudo é a fragilidade das políticas públicas e dos marcos regulatórios na proteção da saúde dessas populações, revelando falhas na governança ambiental e sanitária. O objetivo principal da pesquisa é analisar os efeitos da poluição portuária sobre a saúde coletiva e propor alternativas jurídicas e institucionais que promovam a justiça ambiental nas áreas afetadas. O método adotado foi a pesquisa qualitativa, com base em revisão bibliográfica e documental. Foram examinados artigos científicos, relatórios técnicos, normas jurídicas e estudos institucionais, incluindo publicações de órgãos públicos, Fiocruz e universidades, além de evidências empíricas sobre impactos ambientais em comunidades portuárias. Os resultados demonstram a necessidade de criação de zonas de proteção sanitária, inclusão de avaliações de impacto à saúde nos licenciamentos portuários, fortalecimento da participação comunitária e adoção de medidas compensatórias em saúde pública. Conclui-se que enfrentar as desigualdades nas regiões portuárias exige uma articulação entre direito, saúde e meio ambiente, com base em uma governança democrática e integrada, comprometida com os princípios constitucionais e os direitos humanos fundamentais (DHF) das populações afetadas.

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Seção

Artigos

Biografia do Autor

Andressa Felix Lisboa, Universidade Santa Cecília

Advogada, especialista em seguridade social. Mestranda em Direito da Saúde pela UNISANTA. Bolsista CAPES. Responsável pela área previdenciária e trabalhista do escritório Lamy Oliveira sociedade de advogados. Membra efetiva da comissão de estágio e exame de ordem OAB/SP. 

Giovano Eloi de Melo, Universidade Santa Cecília

Advogado. Mestrando no PPG de Direito da Saúde pela Universidade Santa Cecília - Unisanta. Especialista em Direito Militar e Direito e Processo Penal. 

Danilo de Oliveira, Universidade Santa Cecília

Doutor e Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP; Professor Assistente-Convidado no Mestrado em Direitos Humanos da PUC-SP ;Titular da Cadeira n. 35 da Academia Brasileira de Direito da Seguridade Social (ABDSS); Sócio fundador da Lamy e Oliveira Sociedade de Advogados; Advogado; Conselheiro Estadual da Seccional de São Paulo da OAB - 2025-2027. 

Como Citar

LISBOA, Andressa Felix; ELOI DE MELO, Giovano; DE OLIVEIRA, Danilo. Mudanças climáticas e justiça ambiental: o direito à saúde nas zonas portuárias. Unisanta Law and Social Science, Santos, v. 14, n. 1, p. 78–92, 2025. DOI: 10.66221/v14n1p78. Disponível em: https://periodicosunisanta.ojsbr.com/LSS/article/view/2722. Acesso em: 17 mar. 2026.