Descarbonizar é cuidar saúde do trabalhador e impactos da poluição no Porto de Santos

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Maria Cristina Pontes de Oliveira
Rosa Maria Ferreiro Pinto

Resumo

O objetivo do artigo é analisar os efeitos da poluição atmosférica sobre a saúde do trabalhador portuário e discutir em que medida a descarbonização pode atuar como política de proteção sanitária, com base nos princípios de defesa da saúde coletiva diante dos impactos da poluição. Para tanto, adotou-se como método a abordagem qualitativa, desenvolvida por meio de estudo de caso, com revisão bibliográfica estruturada em fontes indexadas que avalia a viabilidade do sistema shore power como solução tecnológica de mitigação. Complementarmente, foram examinados dados secundários de órgãos ambientais e de saúde ocupacional. Os resultados demonstram que os trabalhadores portuários compõem um grupo altamente vulnerável aos efeitos da poluição atmosférica, com prevalência significativa de doenças respiratórias, cardiovasculares e osteomusculares. Observa-se, ainda, uma governança ambiental fragmentada, marcada por reações pontuais e desarticuladas, que não contempla adequadamente a dimensão humana da transição energética. O estudo evidencia que tecnologias de descarbonização, como o shore power têm potencial para reduzir emissões e, simultaneamente, atuar na promoção da saúde coletiva. Conclui-se que a descarbonização do Porto de Santos deve ser compreendida não apenas como resposta climática, mas como medida urgente de saúde pública e de justiça social. A articulação entre políticas ambientais, sanitárias e laborais, com foco nos trabalhadores e nas comunidades expostas, é condição indispensável para uma transição energética que respeite os direitos humanos e promova a equidade territorial.

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Seção

Artigos

Biografia do Autor

Rosa Maria Ferreiro Pinto, Universidade Santa Cecília

Graduação em Serviço Social pela Universidade Católica de Santos (1973), mestrado (1984) e doutorado (1996)em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.Membro do conselho editorial da Editora Beco da Azougue. Foi diretora da Faculdade de Serviço Social (1990 a 1998), Pró-Reitora Acadêmica (2002 a 2005). Foi coordenadora do Mestrado em Saúde Coletiva nos períodos de janeiro de 2000 a dezembro de 2002 e de janeiro de 2006 a dezembro de 2009 e professora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Saúde Coletiva (Mestrado e Doutorado) de 2000 a 2013. Tem experiência na área de Saúde , com ênfase em Condições de Vida e Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: educação em saúde, direitos sociais, serviço social e saúde, populações em estado de vulnerabilidade social, interdisciplinaridade, supervisão e formação profissional em Serviço Social. Implantou o Programa de Iniciação Científica da UNISANTOS e coordenou o COIC - Comitê de Iniciação Científica de 2009 a 2013. Fundou e coordenou o NEPEC - Núcleo de Estudos e Pesquisas em Condições Sociais e Saúde Coletiva de 2003 a 2013. Foi Bolsista de Produtividade em Pesquisa (PQ-2)/CNPq até fevereiro de 2015. Foi professora do Mestrado em Clinica Médica do Centro Universitário Lusíada - UNILUS e presidente do Comitê de Iniciação Científica do UNILUS até junho de 2017. Foi líder do grupo de Pesquisa intitulado Núcleo de Estudos e Pesquisas em Saúde e Condições de Vida- NEPESC encerrado em junho de 2017. Professora do Mestrado em Direito da Saúde: dimensões individuais e coletivas da Universidade Santa Cecília. Líder do Grupo de Pesquisa Políticas Públicas e Direito à Saúde - GPPDS. Professora do Curso de Psicologia da Universidade Santa Cecília desde 2020, participante do NEPP ? Núcleo de Estudos e Pesquisas Psicossociais do Curso de Psicologia da UNISANTA.

Como Citar

OLIVEIRA, Maria Cristina Pontes de; PINTO, Rosa Maria Ferreiro. Descarbonizar é cuidar: saúde do trabalhador e impactos da poluição no Porto de Santos. Unisanta Law and Social Science, Santos, v. 14, n. 1, p. 16–28, 2025. DOI: 10.66221/v12n1p16. Disponível em: https://periodicosunisanta.ojsbr.com/LSS/article/view/2704. Acesso em: 17 mar. 2026.