A gravidez na adolescência no Brasil e as políticas públicas

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Amélia Cohn
Andressa Felix Lisboa
Paola de Oliveira

Resumo

Contextualização: A gravidez na adolescência é um desafio significativo para a saúde pública no Brasil, gerando impactos profundos não apenas para as jovens mães, mas também para suas famílias e a sociedade em geral. Problema: O fenômeno da gravidez precoce está intimamente ligado a fatores socioeconômicos, educacionais e culturais, que contribuem para a persistência de desigualdades sociais e vulnerabilidade entre adolescentes. Objetivos: Este estudo tem como objetivo analisar os fatores que contribuem para a gravidez na adolescência, explorando o papel das políticas públicas estabelecidas pela Constituição de 1988 e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente na mitigação desse problema. Métodos: A presente pesquisa adota uma abordagem qualitativa, fundamentada em uma revisão documental e na análise crítica das políticas públicas e abordagens interseccionais direcionadas ao enfrentamento da gravidez precoce. O enfoque reside na proteção dos direitos das adolescentes em estado gravídico, com o objetivo de compreender as nuances e implicações das iniciativas implementadas nesse contexto jurídico e social. Resultados: Os resultados apontam para a necessidade urgente de abordagens que levem em consideração as desigualdades socioeconômicas e culturais que perpetuam o ciclo da gravidez na adolescência, destacando a importância de soluções que promovam o acesso universal à educação e à saúde. Considerações finais: As considerações finais indicam que a proteção dos direitos humanos das adolescentes, aliada a políticas públicas eficazes e inclusivas, é essencial para reduzir a incidência de gravidez precoce, promover a equidade social e garantir um futuro melhor para as jovens no Brasil.

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Seção

Artigos

Biografia do Autor

Amélia Cohn, Universidade Santa Cecília

Amélia Cohn é socióloga; docente do Programa de Pós-Graduação em Direito da Saúde Dimensões Individuais e Coletivas, da Universidade Santa Cecília (Unisanta). Professora aposentada da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Foi pesquisadora e presidente do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (Cedec); relatora do Documento Oficial Brasileiro para a Cúpula de Desenvolvimento Social da ONU de 1995; membro da primeira equipe do Programa Bolsa Família, primeiro governo. Autora, dentre outros, de Cartas ao Presidente Lula - Bolsa Família e direitos sociais (Azougue Editorial, 2012).

Andressa Felix Lisboa, Universidade Santa Cecília

Advogada, especialista em seguridade social. Mestranda em Direito da Saúde pela UNISANTA. Bolsista CAPES. Atua como professora em cursos de extensão sobre previdência social pela ESA/SP. Professora convidada em direito do trabalho para cursos de extensão EAD - UNISANTA. Responsável pela área previdenciária e trabalhista do escritório Lamy & Oliveira sociedade de advogados.

Paola de Oliveira, Universidade Santa Cecília

Advogada especialista em leilões e expropriação de ativos. Graduada em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto (2023), bolsista PIBIC em pesquisa e inovação científica, Pós-graduada em Penal e Processo Penal, Mestranda em Direito da Saúde: dimensões individuais e coletivas pela UNISANTA, Pós-Graduanda em Direito Civil e Processo Civil. Responsável pela área comercial externa no Grupo Lance.

Como Citar

COHN, Amélia; LISBOA, Andressa Felix; DE OLIVEIRA, Paola. A gravidez na adolescência no Brasil e as políticas públicas. Unisanta Law and Social Science, Santos, v. 13, n. 2, p. 184–194, 2024. DOI: 10.66221/v13n2p284. Disponível em: https://periodicosunisanta.ojsbr.com/LSS/article/view/2500. Acesso em: 17 mar. 2026.