Modelos de Análise de Políticas Públicas uma revisão crítica

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Marcelo Lamy
Klauss Carvalho de Malta

Resumo

Contextualização: Este artigo revisa criticamente os principais modelos de análise de políticas públicas, incluindo os modelos institucional, de processo, de grupo, de elite, racional, incremental, da teoria de jogos, da opção pública e sistêmico. Cada modelo é examinado quanto às suas características, vantagens e limitações, destacando como eles ajudam a entender a formulação e implementação de políticas. A abordagem multifacetada e a integração desses modelos oferecem uma visão mais completa e adaptativa das políticas públicas em um ambiente dinâmico e complexo. Problema: O documento reconhece a complexidade da criação e implementação de políticas públicas e aponta a necessidade de uma série de modelos teóricos que devem ser empregados ao tentar examinar e entender o processo. Uma série de pressões e atores dão origem a um ambiente complexo e inter-relacionado, no qual é desafiador elaborar e escolher as melhores políticas. Os modelos críticos seguem uma abordagem que procura fornecer uma noção mais ampla e sutil das políticas públicas. Objetivos: O objetivo deste documento é, portanto, examinar criticamente os principais modelos de análise de políticas públicas em relação às suas características, forças e fraquezas. Ele busca, ao invés disso, fornecer um entendimento dos vários quadros teóricos empregados na análise do processo de formulação e implementação de políticas e, de fato, identificar como o emprego de uma mistura desses modelos pode aumentar a eficácia e responsividade das políticas públicas em um ambiente incerto e interdependente. Métodos: Este artigo, para alcançar os objetivos definidos, revisou criticamente a literatura e os modelos mais proeminentes de formulação de políticas públicas. Os principais modelos incluem o institucional, de processo, de grupo, de elite, racional, incremental, da teoria de jogos, da opção pública e sistêmico, e foram construídos e desenvolvidos com a orientação e contribuição de literatura acadêmica, livros e artigos específicos. Cada um dos modelos foi descrito, explicado e comparado em relação a suas especificidades, vantagens e desvantagens, o que foi extremamente útil na compreensão da estrutura dos métodos teóricos disponíveis para a concepção e aplicação das políticas públicas. Resultados: Como a análise destacou, cada um dos modelos de análise de políticas públicas destaca algo: o modelo institucional dá destaque às instituições e regras de estrutura, o modelo de grupo dá destaque à competição de grupos de interesse e o modelo de elite dá destaque à dominação das elites. Embora a teoria racional e a teoria incremental sigam processos racionais e sequenciais, a teoria dos jogos e a escolha pública estão interessadas nos incentivos estratégicos e econômicos dos atores políticos. Se usadas em combinação, os dois tipos de modelos levariam a um aparato de políticas públicas mais flexível e holístico. Conclusões: Este artigo argumenta que uma mistura de diferentes modelos de análise de políticas públicas — institucional, de processo, de grupo, de elite, racional, incremental, da teoria de jogos, da opção pública e sistêmico — é necessária para entender a complexidade e melhorar a eficácia da política. Cada um desses modelos é de grande utilidade, e é apenas através de seu uso combinado que a política pode ser moldada de forma mais flexível, responsiva e criativa para atender às demandas em constante mudança da sociedade.

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Artigos

Biografia do Autor

Marcelo Lamy, Universidade Santa Cecília

Advogado (Lamy & Oliveira Sociedade de Advogados). Bacharel em Ciências Jurídicas pela UFPR. Mestre em Direito Administrativo pela USP. Doutor em Direito Constitucional pela PUC-SP. Pós-doutor em Políticas Públicas em Saúde (Escola de Governo Fiocruz Brasília). Pós-doutorando do PPG em Jurisdição Constitucional e Novos Direitos da UFBA. Professor Permanente e Vice Coordenador do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu, Mestrado em Direito da Saúde, e Professor da Faculdade de Direito da Universidade Santa Cecília - UNISANTA. Líder do Grupo de Pesquisa CNPq\UNISANTA "Direitos Humanos, Desenvolvimento Sustentável e Tutela Jurídica da Saúde". Diretor Geral do Observatório dos Direitos do Migrante (UNISANTA). Coordenador do Laboratório de Políticas Públicas (UNISANTA). Professor da Faculdade de Direito ESAMC-Santos. Defensor dativo no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Fundador do Centro de Pesquisa "Escola Superior de Direito Constitucional - ESDC". Editor-Chefe da Revista Brasileira de Direito Constitucional – RBDC e da Unisanta Law and Scial Science. ResearcherID: H-5424-2015. Scopus Author ID: 57226132654. 

Klauss Carvalho de Malta, Universidade Santa Cecília

Mestrando em Direito da Saúde pela UNISANTA. Membro do Grupo de pesquisa "Direitos humanos, desenvolvimento sustentável e tutela jurídica da saúde. Especialista em Direito Tributário pela PUCRS (2023) e bacharel em Direito pela UNA (2012). 

Como Citar

LAMY, Marcelo; MALTA, Klauss Carvalho de. Modelos de Análise de Políticas Públicas: uma revisão crítica. Unisanta Law and Social Science, Santos, v. 13, n. 2, p. 271–284, 2024. DOI: 10.66221/v13n2p271. Disponível em: https://periodicosunisanta.ojsbr.com/LSS/article/view/2506. Acesso em: 17 mar. 2026.

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